Saúde → Itapê360° https://itape360.com.br Itapê360: A Notícia Completa de Itapetininga e Região Fique por dentro de tudo o que acontece em Itapetininga e região com notícias atualizadas, análises e coberturas completas. O Itapê360 traz informações sobre política, economia, cultura, esportes e muito mais, com o compromisso de oferecer uma visão ampla e acessível para todos. Thu, 13 Mar 2025 13:46:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://itape360.com.br/wp-content/uploads/2024/08/cropped-Inserir-um-titulo-410-x-164-px-Logotipo-32x32.png Saúde → Itapê360° https://itape360.com.br 32 32 Garrafas de água mal higienizadas trazem riscos para a saúde, alerta especialista https://itape360.com.br/garrafas-de-agua-mal-higienizadas-trazem-riscos-para-a-saude-alerta-especialista/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=garrafas-de-agua-mal-higienizadas-trazem-riscos-para-a-saude-alerta-especialista https://itape360.com.br/garrafas-de-agua-mal-higienizadas-trazem-riscos-para-a-saude-alerta-especialista/#respond Thu, 13 Mar 2025 13:46:02 +0000 https://itape360.com.br/?p=3639 O Brasil passou pela terceira onda de calor do ano, com temperaturas batendo a casa dos 40°, exigindo da população uma maior atenção com relação à hidratação. Diante deste cenário, basta caminhar pelas ruas e logo é possível ver pedestres...

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O Brasil passou pela terceira onda de calor do ano, com temperaturas batendo a casa dos 40°, exigindo da população uma maior atenção com relação à hidratação. Diante deste cenário, basta caminhar pelas ruas e logo é possível ver pedestres carregando uma garrafa de água. Seja de plástico ou de alumínio, especialistas alertam: é preciso ter cuidado com a higienização do recipiente.

Segundo Jaqueline Aparecida Miranda Ferreira, técnica em Química do laboratório da Culligan, líder mundial em tratamento de água, as garrafas devem ser higienizadas duas vezes ao dia.

“A higienização deve ser realizada com uso de água potável corrente e detergente neutro, para garantia da eficiente limpeza interna, externa, do bocal e da tampa da garrafa. Utilize uma esponja ou escova de cerdas macias para alcançar o fundo da garrafa e todos os cantos. Enxágue bem, retirando todo o resíduo de detergente”, afirma.

Garrafas não higienizadas e água acumulada por muito tempo se tornam um ambiente perfeito para a proliferação de diversos micro organismos, desde bactérias até fungos, que podem causar diversas doenças, como diarreia, vômitos e infecções.

Além dos cuidados com a higienização, o armazenamento da água também deve ser observado. Segundo a técnica química, o líquido deve ser consumido em até três horas.

“Caso esteja levando água para ingerir, o mais indicado é optar pelas garrafas térmicas de inox, que conseguem manter a água mais fresca e limpa. Porém, se for escolher o recipiente de plástico, priorize as que são livres de BPA, um composto químico que serve de matéria-prima para a produção de diversos tipos de plásticos, como policarbonatos, por exemplo, e que causa riscos para a saúde”, explica.

O formato da garrafa também é um ponto de atenção. “Escolha aquelas com o mínimo de cantos possível, pois são locais preferenciais para a formação de biofilmes (contaminação microbiológica em superfícies)”, finaliza Jaqueline.

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Musculação pode proteger o cérebro de idosos contra demências, aponta estudo da Unicamp https://itape360.com.br/musculacao-pode-proteger-o-cerebro-de-idosos-contra-demencias-aponta-estudo-da-unicamp/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=musculacao-pode-proteger-o-cerebro-de-idosos-contra-demencias-aponta-estudo-da-unicamp https://itape360.com.br/musculacao-pode-proteger-o-cerebro-de-idosos-contra-demencias-aponta-estudo-da-unicamp/#respond Wed, 12 Mar 2025 15:32:03 +0000 https://itape360.com.br/?p=3627 Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a musculação pode desempenhar um papel essencial na proteção do cérebro de idosos contra demências, como a doença de Alzheimer. Publicada na revista GeroScience, a pesquisa analisou os efeitos...

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Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a musculação pode desempenhar um papel essencial na proteção do cérebro de idosos contra demências, como a doença de Alzheimer. Publicada na revista GeroScience, a pesquisa analisou os efeitos do treinamento de força em 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve, uma condição intermediária entre o envelhecimento normal e a doença de Alzheimer.

Durante um período de seis meses, os participantes realizaram exercícios de musculação duas vezes por semana. Ao final do estudo, os cientistas observaram melhorias significativas na memória e na anatomia cerebral dos voluntários, além de uma proteção contra a atrofia do hipocampo e do pré-cúneo, regiões cerebrais diretamente associadas ao Alzheimer.

Musculação como alternativa eficaz e acessível

A pesquisa destacou que a prática regular de musculação pode ser uma alternativa acessível e eficaz em comparação com tratamentos farmacológicos mais caros e complexos, como os medicamentos antiamiloides, que apresentam custos elevados. Além da melhoria na memória, os cientistas identificaram que o treinamento de força favoreceu a integridade neuronal, enquanto o grupo-controle, que não realizou os exercícios, apresentou piora nos parâmetros cerebrais.

Os especialistas explicam que a musculação pode estimular a produção de proteínas que auxiliam no crescimento neuronal, além de reduzir a inflamação no organismo, contribuindo para a diminuição do risco de demência.

Prevenção e novas perspectivas

Os pesquisadores também sugerem que um período prolongado de treinamento de força pode até reverter o diagnóstico de comprometimento cognitivo leve, oferecendo uma estratégia promissora para prevenir e retardar a progressão da doença de Alzheimer.

Com essas descobertas, o estudo abre portas para novas abordagens não farmacológicas no combate às doenças neurodegenerativas, promovendo um envelhecimento mais saudável, principalmente para indivíduos com maior risco de desenvolver demências. A musculação, antes vista apenas como uma ferramenta para fortalecimento muscular, passa a ser reconhecida também como uma aliada fundamental para a saúde cerebral na terceira idade.

 

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Novo Hospital Regional Estadual começa a ser construído em Itapetininga https://itape360.com.br/novo-hospital-regional-estadual-comeca-a-ser-construido-em-itapetininga/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=novo-hospital-regional-estadual-comeca-a-ser-construido-em-itapetininga https://itape360.com.br/novo-hospital-regional-estadual-comeca-a-ser-construido-em-itapetininga/#respond Wed, 12 Mar 2025 13:33:56 +0000 https://itape360.com.br/?p=3612 Foi iniciada nesta semana, a construção do novo Hospital Regional de Itapetininga, obra do Governo do Estado de São Paulo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11) pelo prefeito de Itapetininga, Jeferson Brun. Neste primeiro momento, máquinas realizam a terraplenagem...

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Foi iniciada nesta semana, a construção do novo Hospital Regional de Itapetininga, obra do Governo do Estado de São Paulo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11) pelo prefeito de Itapetininga, Jeferson Brun.

Neste primeiro momento, máquinas realizam a terraplenagem da área localizada no Vale San Fernando, doada pela Prefeitura de Itapetininga, onde será erguido o complexo hospitalar que, de acordo com o contrato firmado, será denominado Hospital Regional do Alto Paranapanema.

Ainda, segundo o contrato assinado com o Governo Estadual, a previsão de conclusão do projeto é estimada em 24 meses, com um investimento superior a R$ 250 milhões.

O novo Hospital Regional Estadual de Itapetininga beneficiará uma população estimada em 2 milhões de habitantes pertencentes à Região Metropolitana de Sorocaba (RMS).

Com acesso facilitado à Rodovia Raposo Tavares, em uma área de aproximadamente quatro hectares, com 30.000 m² de área construída, o novo Hospital Regional de Itapetininga terá mais de 300 leitos para o atendimento de pacientes de Itapetininga e região, em um prédio de seis andares, equipado com heliponto e mais de 560 vagas para estacionamento.

Ainda, segundo a administração local, o novo Hospital Regional de Itapetininga estará apto a atender casos de média e alta complexidade em 17 diferentes especialidades:

– Cirurgia Geral;

– Cirurgia Plástica;

– Cirurgia Vascular;

– Ortopedia;

– Traumatologia;

– Neurologia;

– Neurocirurgia;

– Urologia;

– Oftalmologia;

– Otorrinolaringologia;

– Ginecologia;

– Obstetrícia;

– Pediatria;

– Clínica Médica;

– Cardiologia;

– Gastroenterologia;

– Psiquiatria;

– Oncologia.

“A partir de agora será um novo ciclo, um novo momento para a saúde de Itapetininga e região”, destacou o prefeito Jeferson Brun, diretamente do local das obras.

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Estudo identifica quase 700 variações genéticas relacionadas à depressão https://itape360.com.br/estudo-identifica-quase-700-variacoes-geneticas-relacionadas-a-depressao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=estudo-identifica-quase-700-variacoes-geneticas-relacionadas-a-depressao https://itape360.com.br/estudo-identifica-quase-700-variacoes-geneticas-relacionadas-a-depressao/#respond Tue, 11 Mar 2025 15:06:31 +0000 https://itape360.com.br/?p=3602 Cientistas de vários países identificaram fatores genéticos de risco para a depressão em populações de diferentes etnias, possibilitando prever o risco da doença independentemente da origem genética da pessoa. O estudo é o maior e mais variado já realizado sobre...

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Cientistas de vários países identificaram fatores genéticos de risco para a depressão em populações de diferentes etnias, possibilitando prever o risco da doença independentemente da origem genética da pessoa. O estudo é o maior e mais variado já realizado sobre a genética da depressão. Os resultados foram publicados na revista Cell.

Os autores analisaram dados de mais de 5 milhões de pessoas em 29 países, incluindo registros da Brazilian High-Risk Cohort (BHRC), ou Coorte Brasileira de Alto Risco para Transtornos Mentais, estudo com participação do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), um Projeto Especial da Fapesp sediado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

As análises revelaram 697 variações genéticas relacionadas à depressão, quase 300 delas nunca antes identificadas.

Um terço dessas novas descobertas foi possível com a inclusão de indivíduos de ancestralidade genética miscigenada, como ocorre predominantemente na população brasileira. A medida marca um avanço significativo na equidade científica, porque esse tipo de estudo, geralmente, conta predominantemente com participantes com ancestralidade europeia.

“O estudo é um marco na psiquiatria genética, pois mostra a importância de incluir diferentes populações nas pesquisas para que os tratamentos possam ser eficazes para todos”, comenta o psiquiatra Pedro Mario Pan, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador da investigação no Brasil.

As variações genéticas identificadas estão ligadas a neurônios em regiões cerebrais que controlam as emoções. Essas descobertas oferecem novas pistas sobre como a depressão afeta o cérebro e podem levar ao desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

“Essas novas informações destacam áreas do cérebro que podem ser alvos diretos para terapias, além de permitir a adaptação de medicamentos existentes para tratar a depressão”, explica a professora da Unifesp Sintia Belangero, também integrante do CISM.

Entre os medicamentos que podem ser reaproveitados, alguns já são usados para tratar dor crônica e distúrbios do sono. Contudo, os pesquisadores alertam que mais estudos e testes clínicos são necessários antes de confirmar sua eficácia para a depressão.

Também participaram da iniciativa outros membros do CISM, como os professores Giovanni Salum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Marcos Santoro, da Unifesp.

Os autores explicam que, como a maior parte das pesquisas genéticas anteriores focava em populações de ascendência europeia, havia uma limitação na aplicação dos resultados em outras etnias, perpetuando, com isso, desigualdades nos tratamentos.

Agora, com 25% dos participantes de ascendência não europeia, o novo estudo representa um passo fundamental para tornar os avanços científicos mais inclusivos.

“Esses resultados ajudam a reduzir lacunas históricas no conhecimento sobre a depressão e podem beneficiar milhões de pessoas em populações que antes eram sub-representadas”, afirma a pesquisadora Vanessa Ota, também da Unifesp.

Mentes do Futuro
Os resultados destacam a necessidade de mais pesquisas globais e colaborativas. Os cientistas esperam que os dados sirvam de base para novos tratamentos, além de melhorar a prevenção da depressão em indivíduos com maior risco genético.

“Agora temos uma visão muito mais clara da base genética da depressão, mas ainda há muito a fazer. O objetivo final é transformar essas descobertas em cuidados melhores e mais acessíveis para quem sofre com essa condição”, destaca a aluna de doutorado do Laboratório Interdisciplinar de Neurociências Clínicas (Linc) da Unifesp Adrielle Martins, que esteve diretamente envolvida nas análises dos dados do artigo.

A BHRC acompanha, há uma década e meia, 2,5 mil crianças e adolescentes oriundos de escolas públicas nas cidades de São Paulo e Porto Alegre, junto com seus pais e filhos nascidos anos depois do início da pesquisa.

O objetivo é investigar os fatores psicológicos, biológicos e sociais associados à origem dos transtornos mentais e às variações no desenvolvimento cognitivo. No CISM, o projeto recebe o nome de “Conexão Mentes do Futuro”.

O estudo desenvolveu um extenso banco de dados com centenas de milhares de variáveis, permitindo análises detalhadas e a formulação de novas perguntas em saúde mental, incluindo aspectos relacionados à genética e à estrutura cerebral.

O projeto busca oferecer insights inovadores e, até então, inacessíveis sobre as origens dos transtornos mentais.

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Mutirão de castração acontece no Distrito do Tupy neste final de semana em Itapetininga https://itape360.com.br/mutirao-de-castracao-acontece-no-distrito-do-tupy-neste-final-de-semana-em-itapetininga/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mutirao-de-castracao-acontece-no-distrito-do-tupy-neste-final-de-semana-em-itapetininga https://itape360.com.br/mutirao-de-castracao-acontece-no-distrito-do-tupy-neste-final-de-semana-em-itapetininga/#respond Tue, 11 Mar 2025 13:55:26 +0000 https://itape360.com.br/?p=3590 A Prefeitura de Itapetininga, por meio da Subsecretaria de Defesa Animal, informa que realizará o 3º Mutirão de Castração para cães e gatos no Distrito do Tupy, nos dias 15 e 16 de março (sábado e domingo), das 8h às...

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A Prefeitura de Itapetininga, por meio da Subsecretaria de Defesa Animal, informa que realizará o 3º Mutirão de Castração para cães e gatos no Distrito do Tupy, nos dias 15 e 16 de março (sábado e domingo), das 8h às 17h. A ação é gratuita e será realizada na EMEIF “Profª Eudóxia Ferraz”, localizada à Rua Pedro Lopes de Almeida, 925, Distrito do Tupy.

Foram disponibilizadas 200 vagas para animais de moradores do Tupy e regiões próximas. Além da castração, todos os animais serão microchipados. Outras localidades a serem atendidas serão divulgadas posteriormente, de acordo a demanda.

As inscrições foram realizadas previamente e cada tutor pode cadastrar até três animais por CPF, conforme a disponibilidade de vagas.

Mais informações:
Os tutores cadastrados podem obter mais informações pelos telefones:
(15) 3373-6043 / (15) 3273-5375

Importante: A castração será realizada somente para os animais previamente inscritos e com participação confirmada.
Orientações aos tutores:
– A castração é destinada a cães e gatos de ambos os sexos e apenas para animais sem raça definida e com idade mínima de 4 meses.
– O animal deve estar saudável e livre de parasitas (pulgas e carrapatos).
– Fêmeas não podem estar amamentando ou com cria com menos de 60 dias.
– No dia da castração, os tutores devem levar:
* Roupa cirúrgica para fêmeas.
* Colar elizabetano para machos.

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Estado reforça vacinação contra dengue e alerta para imunização de crianças e adolescentes na região de Sorocaba https://itape360.com.br/estado-reforca-vacinacao-contra-dengue-e-alerta-para-imunizacao-de-criancas-e-adolescentes-na-regiao-de-sorocaba/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=estado-reforca-vacinacao-contra-dengue-e-alerta-para-imunizacao-de-criancas-e-adolescentes-na-regiao-de-sorocaba https://itape360.com.br/estado-reforca-vacinacao-contra-dengue-e-alerta-para-imunizacao-de-criancas-e-adolescentes-na-regiao-de-sorocaba/#respond Fri, 07 Mar 2025 18:09:36 +0000 https://itape360.com.br/?p=3557 O Governo de São Paulo reforça a importância da vacinação contra a dengue e alerta pais e responsáveis sobre a necessidade de imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A campanha de imunização segue em andamento em 392...

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O Governo de São Paulo reforça a importância da vacinação contra a dengue e alerta pais e responsáveis sobre a necessidade de imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A campanha de imunização segue em andamento em 392 municípios paulistas, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS).

Desde o início da vacinação, em fevereiro de 2024, até o dia 19 de fevereiro de 2025, foram administradas no estado um total de 670.936 primeiras doses e 268.665 segundas doses, correspondendo a cobertura de 27,91% e 11,18%, respectivamente.

Até quarta-feira (26), foram confirmados 158 mil casos de dengue e 140 óbitos, entre eles o falecimento de duas crianças na faixa etária (10 – 14) da vacinação em Nova Aliança e São Paulo. Ambos os municípios seguem com a campanha de imunização em andamento.

Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica indicando que os estados poderiam, conforme a validade dos imunizantes, ampliar a faixa etária para a vacinação contra a dengue. Como resultado, 16 cidades do estado expandiram a faixa etária, agora incluindo o público de 4 a 59 anos. As cidades contempladas são: Santa Branca, Quintana, Macatuba, Agudos, Bariri, Mineiros do Tietê, Lençóis Paulista, Jaú e Capela do Alto.

Além disso, os municípios de Reginópolis, Pederneiras, Balbinos, Presidente Alves, Restinga e Lupércio expandiram a vacinação para a faixa etária de 6 a 16 anos.

Confira a cobertura vacinal na região de Sorocaba:

MUNICÍPIO POPULAÇÃO DE 10 A 14 ANOS COBERTURA DA 1ª DOSE COBERTURA DA 2ª DOSE
ALAMBARI 436 21,33% 4,59%
ANGATUBA 1.593 20,15% 8,22%
CAMPINA DO MONTE ALEGRE 391 16,62% 5,88%
CAPAO BONITO 3.101 25,02% 13,96%
CERQUILHO 2.752 35,83% 13,77%
CESARIO LANGE 1.249 13,85% 4,24%
GUAREI 730 12,47% 6,03%
ITAPETININGA 10.221 20,39% 6,59%
QUADRA 234 11,11% 2,56%
SAO MIGUEL ARCANJO 2.201 8,09% 4,04%
SARAPUI 697 17,22% 6,89%
TATUI 8.188 11,03% 3,21%
RIBEIRAO GRANDE 506 24,11% 6,52%
ALUMINIO 1.162 36,06% 15,92%
ARACARIGUAMA 1.548 20,99% 13,31%
ARACOIABA DA SERRA 1.962 21,30% 8,00%
BOITUVA 4.055 13,59% 5,38%
CAPELA DO ALTO 1.409 3,83% 1,06%
IBIUNA 5.086 10,85% 2,63%
IPERO 2.456 17,67% 5,78%
ITU 10.861 17,81% 6,93%
JUMIRIM 176 28,41% 11,36%
MAIRINQUE 3.297 20,14% 8,98%
PIEDADE 3.256 24,48% 10,41%
PILAR DO SUL 1.870 27,43% 13,53%
PORTO FELIZ 3.416 22,34% 8,02%
SALTO 8.266 20,80% 8,75%
SALTO DE PIRAPORA 2.884 11,79% 1,39%
SAO ROQUE 5.060 25,61% 10,69%
SOROCABA 44.045 22,93% 6,53%
TAPIRAI 592 22,97% 6,08%
TIETE 2.277 19,06% 6,28%
VOTORANTIM 8.252 15,06% 5,93%

Como funciona a vacinação contra a dengue na rede pública?
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Para receber a vacina, pais ou responsáveis, devem levar a criança ou o adolescente até a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, portando documento de identidade, caderneta de vacinação e comprovante de residência ou escolar.

Se a criança/adolescente for diagnosticada com dengue, deve aguardar seis meses para iniciar a vacinação. Caso a infecção ocorra após a aplicação da primeira dose, a segunda deve ser mantida conforme o calendário, desde que haja um intervalo mínimo de 30 dias entre a doença e a segunda aplicação.

SP apresenta vacina em dose única
O Instituto Butantan submeteu à Anvisa, em dezembro de 2024, o último pacote de documentos para aprovação de sua vacina contra a dengue. O imunizante é tetravalente, desenvolvido para proteger contra os quatro sorotipos do vírus, e, se aprovado, será o primeiro do mundo em dose única.

A produção já foi iniciada e, em caso de aprovação, a expectativa é entregar 1 milhão de doses ainda em 2025, com um total de 100 milhões previstas até 2027.

A candidata à vacina protege contra os quatro sorotipos de dengue no mundo e teve seus dados de segurança e eficácia divulgados no New England Journal of Medicine, que mostraram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática aos dois anos de acompanhamento. Resultados da fase 3 do ensaio clínico publicados na The Lancet Infectious Diseases mostraram, ainda, uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.

Principais sintomas da dengue
Febre alta
Dor atrás dos olhos
Dores no corpo, músculos e articulações
Manchas avermelhadas na pele e coceira
Náuseas

 

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Consumo de fibras protege intestino contra infecção bacteriana grave, revela estudo https://itape360.com.br/consumo-de-fibras-protege-intestino-contra-infeccao-bacteriana-grave-revela-estudo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=consumo-de-fibras-protege-intestino-contra-infeccao-bacteriana-grave-revela-estudo https://itape360.com.br/consumo-de-fibras-protege-intestino-contra-infeccao-bacteriana-grave-revela-estudo/#respond Wed, 05 Mar 2025 13:51:18 +0000 https://itape360.com.br/?p=3519 Estudo publicado na revista Cell Host & Microbe por pesquisadores brasileiros e norte-americanos sugere que uma dieta rica em fibras solúveis pode proteger o intestino contra bactérias patogênicas. A conclusão se baseia em experimentos com camundongos expostos à Clostridioides difficile,...

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Estudo publicado na revista Cell Host & Microbe por pesquisadores brasileiros e norte-americanos sugere que uma dieta rica em fibras solúveis pode proteger o intestino contra bactérias patogênicas.

A conclusão se baseia em experimentos com camundongos expostos à Clostridioides difficile, que causa inflamação do cólon, diarreia e afeta cerca de 500 mil pessoas por ano nos Estados Unidos (para o Brasil os dados epidemiológicos são escassos).

“Conseguimos tratar os camundongos que tinham uma infecção instalada com uma dieta suplementada com fibra solúvel. Ela é digerida pela microbiota intestinal, que produz compostos como o acetato. Este inicia uma cascata de interações que leva a uma resposta imune adequada para lidar com a infecção”, explica José Fachi, primeiro autor do estudo, conduzido durante seu pós-doutorado na Escola de Medicina da Washington University em Saint Louis, Estados Unidos.

O trabalho foi uma colaboração entre a instituição e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os autores observaram que os camundongos que consumiram uma dieta rica em fibras solúveis produziram mais acetato no intestino. Esse aumento ajudou a regular a resposta imune na camada que recobre a parede interna do órgão, conhecida como epitélio, tornando-a eficaz no combate à bactéria C. difficile.

O acetato é um ácido graxo de cadeia curta gerado pela digestão de fibras solúveis, um processo realizado pelas bactérias que vivem no intestino.

No estudo, os camundongos que receberam uma dieta pobre em fibras produziram pouco acetato. Como resultado, houve um aumento na expressão de componentes do chamado complexo principal de histocompatibilidade de classe 2 (MHC-II) no epitélio intestinal. Embora o MHC-II seja uma molécula essencial na defesa contra infecções, sua produção em excesso pode causar uma inflamação exagerada, que danifica os tecidos e piora o quadro dos pacientes.

“É um efeito parecido com o que acontece na Covid-19 grave, quando a própria resposta imune leva à destruição de tecidos e mesmo à morte. No nosso trabalho, o consumo de fibras solúveis regulou essa resposta”, diz Sarah de Oliveira, doutoranda no Instituto de Biologia (IB) da Unicamp e coautora do artigo.

Oliveira realizou o trabalho durante estágio de pesquisa realizado na Washington University com apoio da Fapesp.

O trabalho integra o projeto “Análise dos mecanismos moleculares envolvidos na interação de metabólitos da microbiota e células do hospedeiro durante a inflamação”, financiado pela Fapesp e coordenado por Marco Vinolo, professor do IB-Unicamp.

Normalmente adquirida por pacientes idosos em internação hospitalar e que passaram por tratamento com antibióticos, a infecção pela bactéria C. difficile causa diarreias graves, podendo levar à sepse (infecção generalizada) e mesmo à morte.

Muitas cepas são resistentes aos medicamentos existentes, o que dificulta o tratamento. No Brasil, os estudos sobre o tema são escassos, em parte pela pouca disponibilidade de testes, sobretudo na rede pública.

Nos animais tratados no estudo com uma dieta pobre em fibras e, portanto, com pouca produção de acetato, a resposta imune foi exacerbada. As células epiteliais produziram em excesso a MHC-II, que tem a função de apresentar moléculas de patógenos (antígenos) para ativar os linfócitos T CD4+, responsáveis por combater infecções.

“O estudo traz uma compreensão mais ampla do papel das fibras alimentares no sistema imune. Embora já tenhamos apresentado a relação entre a produção de ácidos graxos de cadeia curta e a imunidade em outros trabalhos, dessa vez conseguimos demonstrar um evento inédito e coordenado entre a microbiota, o epitélio e as células imunes no combate da infecção”, comenta Vinolo, que coordenou o trabalho com Marco Colonna, da Washington University em Saint Louis.

Os autores reforçam a importância de uma dieta rica em fibras para a saúde do intestino. As fibras solúveis contidas em alimentos como frutas, verduras, legumes e cereais integrais ajudam a prevenir problemas intestinais e podem reduzir o risco de infecções graves, como a causada pela C. difficile.

“Escolhas alimentares simples, como incluir mais fibras na dieta, podem fazer uma diferença significativa na proteção contra infecções intestinais”, encerra Fachi.

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Ondas de calor podem favorecer sangramentos no nariz https://itape360.com.br/ondas-de-calor-podem-favorecer-sangramentos-no-nariz/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ondas-de-calor-podem-favorecer-sangramentos-no-nariz https://itape360.com.br/ondas-de-calor-podem-favorecer-sangramentos-no-nariz/#respond Fri, 28 Feb 2025 13:51:47 +0000 https://itape360.com.br/?p=3498 As ondas de calor que ocorrem em São Paulo podem favorecer sangramentos no nariz. Os mais vulneráveis ao problema são crianças e idosos, pois têm a parte interna do órgão mais sensível. Segundo os otorrinolaringologistas do Hospital do Servidor Público...

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As ondas de calor que ocorrem em São Paulo podem favorecer sangramentos no nariz. Os mais vulneráveis ao problema são crianças e idosos, pois têm a parte interna do órgão mais sensível. Segundo os otorrinolaringologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), beber líquido, hidratar a parte interna das narinas com soro e evitar ambientes quentes com ar seco e empoeirado podem ajudar a evitar a situação.

O sangramento no nariz durante a exposição a altas temperaturas ocorre porque o calor causa um processo chamado vasodilatação. Os vasos sanguíneos do órgão se expandem, aumentando o fluxo de sangue na região, que pode não suportar e romper. Piora a situação a baixa umidade do clima quente, que torna o ar seco e facilita a desidratação da região interna das narinas. Pessoas com rinite alérgica e outras condições inflamatórias podem sofrer mais com o problema.

Caso ocorra sangramento no nariz, a orientação é, primeiro, manter a calma. Em seguida, inclinar o tronco para a frente, fazer uma “pinça” com os dedos polegar e indicador e apertar a ponta do nariz por cinco minutos. Essa manobra facilita na coagulação e na regeneração da parede do vaso rompido.

Uma das soluções pode ser colocar gelo – ou qualquer item gelado – no local, pois induzirá a vasoconstrição. O processo inverso da vasodilatação “contrai” os vasos sanguíneos, parando o sangramento no nariz.

É contraindicado colocar papel, pano ou qualquer outro objeto dentro do nariz para cessar o sangramento. Ao introduzir itens nas narinas com vasos dilatados e mucosa ressecadas pela baixa umidade, é possível romper outros vasos ou machucar as paredes do órgão, piorando a situação.

A otorrinolaringologista do HSPE Maria Dantas Costa Lima Godoy aconselha a procurar por atendimento com especialistas caso a situação seja recorrente. “Se o quadro for de sangramento no nariz que começa e para repetidas vezes ou contínuo, isto é, não para de sangrar, o ideal é realizar uma avaliação médica para entender o que está acontecendo”, comenta.

Sangramento contínuo do nariz pode indicar quadros crônicos e agudos de sinusite ou rinite e problemas de coagulação e sistêmicos.

Outra forma de evitar o sangramento é realizar a higiene ambiental. Para isso, mantenha os espaços limpos sem poeira, arejados, resfriado e com a umidade adequada a partir do uso de umidificadores ou de potes com água próximo de onde o paciente vai ficar.

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Ômega 3 pode desacelerar os processos que levam ao envelhecimento celular https://itape360.com.br/omega-3-pode-desacelerar-os-processos-que-levam-ao-envelhecimento-celular/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=omega-3-pode-desacelerar-os-processos-que-levam-ao-envelhecimento-celular https://itape360.com.br/omega-3-pode-desacelerar-os-processos-que-levam-ao-envelhecimento-celular/#respond Mon, 24 Feb 2025 14:14:10 +0000 https://itape360.com.br/?p=3425 Uma pesquisa publicada na revista Nature Aging analisou dados de um ensaio clínico realizado com mais de 700 idosos, moradores na Suíça, ao longo de três anos, e verificou que a suplementação com 1 g de ômega 3 por dia...

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Uma pesquisa publicada na revista Nature Aging analisou dados de um ensaio clínico realizado com mais de 700 idosos, moradores na Suíça, ao longo de três anos, e verificou que a suplementação com 1 g de ômega 3 por dia pode retardar o envelhecimento biológico em humanos. Elisabeth Torres, professora associada do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, atesta que a experimentação desacelerou o envelhecimento biológico em até quatro meses, conforme medido por relógios epigenéticos. Esses resultados são bastante promissores e sugerem um efeito real do ômega 3, mas ela lembra que o estudo foi realizado com uma população de idosos suíços saudáveis.

“O retardo no envelhecimento parece ocorrer por meio da modulação dos mecanismos celulares responsáveis pela expressão gênica. O ômega 3 atua na alteração da metilação do DNA, um processo que funciona como relógio epigenético, ao indicar o quão envelhecido está o organismo. Ao reduzir a inflamação e influenciar esses marcadores moleculares, o ômega 3 pode desacelerar os processos que levam ao envelhecimento celular”, explica Elizabeth.

O ômega 3 é um ácido graxo poliinsaturado com diversas funções: reduz processos inflamatórios crônicos que podem acelerar o envelhecimento; no sistema vascular, contribui para a manutenção da saúde do coração e das artérias; além disso, atua na integridade celular, melhorando a fluidez e funcionalidade das membranas celulares; na modulação genética, influencia a expressão dos genes através de alterações epigenéticas, como a metilação do DNA. Essas ações, combinadas, ajudam a promover um ambiente celular mais saudável, retardando os processos de envelhecimento.

Vale destacar que o ômega 3 não é uma vitamina, mas um ácido graxo essencial encontrado em diversos alimentos. A professora relata que entre as principais fontes estão peixes de água fria, como salmão, sardinha, arenque, que são ricos em EPA e DHA; fontes vegetais como linhaça, chia, nozes, que são ricas em ácido alfa-linoléico ou linolênico, e suplementos, fórmulas específicas, que fornecem doses concentradas de ômega 3.

Corpo humano não produz
O corpo humano não produz ômega 3. Por ser um nutriente essencial, deve ser obtido a partir da alimentação ou por meio de suplementação. O estudo mostra que o consumo de 1 g por dia seria suficiente, mas a quantidade ideal pode variar de pessoa para pessoa, por influência da idade, estado de saúde e necessidades nutricionais, por isso é sempre recomendado buscar a orientação de um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação.

A nutricionista destaca que “a vitamina D, quando combinada com ômega 3, mostrou potencializar os benefícios, inclusive na redução do risco de câncer e fragilidade. Atividade física e exercícios regulares contribuem para o envelhecimento mais saudável; a genética e hábitos alimentares, que são fatores intrínsecos, e o estilo de vida em geral, tais como dieta, acesso à saúde, ambiente socioeconômico, também desempenham um papel fundamental”. A professora lembra que no Brasil, apesar de existirem alguns ensaios clínicos, os estudos a respeito ainda são pequenos. Além disso, os resultados poderiam ser bem diferentes. Atualmente estudos com essa abrangência e rigor metodológico, utilizando ferramentas modernas como os relógios epigenéticos para medir o envelhecimento biológico, são mais comuns em países com maior investimento em pesquisa, como a Suíça.

No Brasil, embora haja pesquisa sobre envelhecimento e longevidade, ensaios clínicos de larga escala, com metodologia e semelhança, ainda são relativamente raros. No entanto, há um crescente interesse em evolução nessa área, o que pode ampliar a realização de estudos comparáveis em breve. A variação nos resultados pode variar devido às diferenças no estilo de vida, na alimentação, na genética e no acesso à saúde entre Suíça e Brasil. Por outro lado, alguns fatores como a baixa ingestão de ômega 3 na dieta ocidental podem tornar os benefícios da suplementação ainda mais pronunciados em nosso país, explica a nutricionista. Com uma abordagem integrada, corrigindo deficiências nutricionais e promovendo hábitos saudáveis, os efeitos positivos observados no estudo suíço podem, inclusive, ser potencializados no contexto brasileiro.

 

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Popularizado nas redes sociais, peeling de fenol apresenta risco ao coração e aos rins https://itape360.com.br/popularizado-nas-redes-sociais-peeling-de-fenol-apresenta-risco-ao-coracao-e-aos-rins/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=popularizado-nas-redes-sociais-peeling-de-fenol-apresenta-risco-ao-coracao-e-aos-rins https://itape360.com.br/popularizado-nas-redes-sociais-peeling-de-fenol-apresenta-risco-ao-coracao-e-aos-rins/#respond Fri, 21 Feb 2025 13:55:43 +0000 https://itape360.com.br/?p=3402 O fenol, agente cáustico aplicado à pele, proporciona uma lesão química controlada da epiderme e sua reepitelização — resultando em uma superfície mais lisa. O peeling usando a substância, popularizado como forma de rejuvenescimento facial, foi oficialmente proibido pela Anvisa...

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O fenol, agente cáustico aplicado à pele, proporciona uma lesão química controlada da epiderme e sua reepitelização — resultando em uma superfície mais lisa. O peeling usando a substância, popularizado como forma de rejuvenescimento facial, foi oficialmente proibido pela Anvisa em junho de 2024, após a morte de um jovem de 25 anos, em São Paulo, por complicações consequentes do procedimento realizado em uma clínica que não contava com a regulamentação necessária para oferecer o serviço.

Ainda há muito desconhecimento acerca dos riscos da aplicação do produto. Enquanto não houver normas de segurança específicas, ele não será liberado para uso. O alerta é de Nathaly Ciaramicolo, odontologista graduada e mestre pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, que desenvolveu uma pesquisa com o intuito de expor os efeitos adversos associados ao uso irresponsável do peeling de fenol já registrados na literatura.

“A proibição do produto já foi um grande avanço para que os comitês de ética possam aprovar nossas pesquisas”, afirma a pesquisadora. Com dados desde a segunda metade do século 20, o fenol já foi usado de diversas formas antes de se tornar um procedimento popular no cenário pós-pandemia.

“Antigamente, cirurgiões plásticos que realizavam o tratamento com fenol faziam a dermabrasão [remoção controlada das camadas mais superficiais da pele] com uma lixa, e o peeling era aplicado por cima”, conta a pesquisadora. “Os resultados eram incomparáveis, mas entrou em desuso pelo potencial de causar um câncer de pele.” Recentemente, a divulgação do fenol nas mídias sociais como um tratamento inovador preocupou Nathaly, que trabalha com cirurgia e harmonização facial numa linha de naturalidade e de segurança.

Juntamente com o professor Osny Ferreira, associado à FOB, e Gabriela Barbosa, residente em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a pesquisadora decidiu buscar informações mais aprofundadas sobre o tema. “Entrei em contato com alguns profissionais famosos por realizar esses procedimentos, mas eles não me responderam para compartilhar a experiência”, comenta. “Então, nós fomos atrás de um histórico da utilização do fenol.”

O ácido carbólico (ou fenol) surgiu no período pós-Segunda Guerra Mundial e entre as complicações mais comuns do seu uso estão a despigmentação da pele, eritema, hiperpigmentação, infecção, milia (pequenos cistos cutâneos), cicatrizes, e ectrópio da pálpebra inferior (pálpebra voltada para fora e afastada do globo ocular). “Ele atua no processo de transformação das células que produzem melanina”, explica a pesquisadora. “Então, pode causar uma reação autoimune, na qual o nosso próprio corpo ataca essas células.”

O primeiro registro de reações graves com risco de morte é dos anos 1960. Segundo Nathaly, o produto é altamente tóxico, principalmente para os rins, para o fígado e para o coração. “Ele também pode afetar os pulmões, pois forma um gás que é inalado pelo paciente durante a aplicação.” Foi necessário o desenvolvimento de um protocolo para aplicação: os profissionais que utilizavam-no deveriam aplicá-lo em uma área pequena e com grandes intervalos de tempo, pois cerca de 75% do produto é metabolizado nos primeiros 15 a 20 minutos.

Níveis mais elevados de absorção de fenol podem causar problemas renais e cardíacos. Por essa razão, recomenda-se que o procedimento seja acompanhado de monitoramento cardíaco e infusão intravenosa para forçar a diurese. Ele é contraindicado para usuários de medicações anti-hipertensivas e antidepressivas, que potencializam o efeito cardiotóxico, com possíveis danos ao coração.

A odontologista explica que, no passado, o formocresol, um derivado do fenol, era utilizado no tratamento de canal dentário. Porém, uma pesquisa de 2012 feita por odontopediatras com 40 crianças revelou que essa substância altera geneticamente as células da polpa do dente, e seu uso em crianças foi banido. “Foi comprovado que causa rupturas nos cromossomos celulares, então não podemos descartar que cause uma lesão cancerígena”, aponta. Entretanto, a questão da carcinogênese do peeling de fenol não foi avaliada, e, para Nathaly, deve ser um foco de pesquisas futuras.

Para a pesquisadora, o Brasil sofre com uma regulamentação falha em todo o ramo da estética, principalmente na questão da preparação de profissionais. “Para fazer um procedimento, nós precisamos ter competência não somente para fazê-lo, mas também para lidar com as intercorrências”, opina. “Se o profissional não tem a estrutura adequada no seu consultório, ou capacitação como cirurgião para realizar uma medida de urgência, isso é muito sério.”

Apesar da proibição, o óleo de cróton, um dos componentes da fórmula mais conhecida do peeling de fenol, continua sendo utilizado. Irregularidades na dosagem e na composição da fórmula podem representar graves riscos à segurança dos pacientes. “Muitos profissionais vendem os seus produtos prontos, se você fizer o curso deles; então [a estética] se torna um mercado: não é feito mais ciência, é feito comércio.”

Em sua tese de doutorado, a pesquisadora avaliou se o mundo virtual tem relação com o aumento da busca pelos procedimentos estéticos. “Utilizamos as ferramentas do Google Trends para analisar essas tendências, e verificamos que, a partir de 2012, com o lançamento do Instagram, a busca pelos procedimentos cresceu muito”, explica. “Ocorrem picos de acordo com notícias que saem nas mídias — algum artista famoso que fez um procedimento, ou o lançamento de algum produto.”

Perante esse cenário, a principal urgência é a conscientização do profissional de saúde, para evitar a propagação de informações enviesadas. “Os profissionais de saúde têm um juramento, um comprometimento com a ética”, lembra. “Atualmente, os alunos já começam a fazer marketing em rede social na graduação, sem o preparo e a experiência que vêm com o tempo.”

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