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Por: Gabriel Montenegro

Quando pensamos sobre “bullying” nos conectamos ao termo inglês para a prática de machucar alguém mais fraco, não precisamos necessariamente ir para a língua inglesa para conectar um verbo com a intenção do bullying. Na língua portuguesa nós temos o verbo bulir que significa algo como balançar, agitar, mexer. O tema do bullying mexe com a gente, mexe com a sociedade, nos incomoda, porque a ideia de lidar com a agressividade, agressores e padrões não é fácil. E aí, temos uma reflexão, quem define o padrão? Quem pode ser mais forte a ponto de constantemente trazer dor gratuita a outro alguém por puro prazer egoísta? Pensamos sempre que bullying é problema de criança, quando as vezes esquecemos que as crianças são o resultado dos adultos que a cercam. Entender o bullying como problema do adulto, como sendo resultado de suas frustrações relacionadas aos padrões, estereótipos sem sentido. Segundo o dicionário Michaelis, a palavra estereótipo significa uma “imagem mental padronizada, tida coletivamente por um grupo, refletindo uma opinião demasiadamente simplificada, atitude afetiva ou juízo incriterioso a respeito de uma situação, acontecimento, pessoa, raça, classe ou grupo social”, ou seja, através dos estereótipos passa-se uma mensagem, seja ela boa ou ruim. É próprio da adolescência procurar grupos para se identificar com eles e ser parte de alguma coisa, na busca por novas referências muitos adolescentes se enquadram em determinados grupos de acordo com suas ideias e vontades, é um acontecimento natural no desenvolvimento humano e até esse ponto está tudo certo. O problema está nos padrões culturais, aqueles estabelecidos pela sociedade que, na maioria das vezes, são absurdos, como por exemplo, os padrões de beleza. Quando nós trazemos esses estereótipos de beleza para o universo feminino a situação se torna um pouco mais perigosa e parece uma agressão sutil. A sociedade está o tempo todo tentando- e conseguindo- ditar regras para dizer o que é belo e o que não é belo. Muitas garotas, na escola, se chocam com as diferenças, com as opiniões alheias, com o que tem se mostrado como correto e aceitável e não conseguem lidar com isso. Por sentir-se gorda, baixa, alta demais, muito magra, por ter cabelo enrolado, por não ter belas curvas, bunda demais, bunda de menos, nariz diferente, e por ai vai, a lista é imensa, está feito o que chamamos de ‘Ditadura da Beleza’.

Pesquisas apontam que 96% das mulheres não se consideram bonitas e 93% acreditam que a mídia influencia muito na busca doentia pela beleza. Oito em cada 10 adolescentes têm distúrbio alimentar, isso porque, 85% dos adolescentes disseram querer seguir um padrão de beleza. São números assustadores. Além disso, milhares de pessoas sofrem com baixa autoestima e até depressão por não se sentirem bonitas o suficiente, por não estarem de acordo com o que se prega mundo a fora.

Será que esse tipo de padrão merece realmente ser levado em consideração? Quem é que decide o que é bonito e aceitável? Cada pessoa tem jeito de ser, suas peculiaridades, suas diferenças, a sociedade não tem que palpitar nisso, e as pessoas não devem e não podem se deixar ser influenciadas pelo que a sociedade impõe. É preciso criar um apelo para que cada um seja capaz de amar a si mesmo do jeitinho que é, somos diferentes, temos belezas diferentes, e mais do que isso, o que é mais importante mora dentro da gente, não é válido que coloquemos em risco nossa saúde só porque alguém disse que existe um padrão a seguir, viver preocupado com as opiniões alheias, sentir-se triste e deprimido por não ser de outro jeito, é bobagem, não merece o nosso tempo. Olhe-se no espelho e enxergue alguém que você pode e quer amar, alguém especial assim, do jeito que é. Não deixe ser moldado por um mundo agitado que quer no vender a beleza que é gratuita e nossa por direito desde que nascemos.

 

Fonte da pesquisa citada no texto: https://oglobo.globo.com/saude/apenas-4-das-mulheres-se-consideram-bonitas-diz-pesquisa-internacional-2760581

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Os desafios do educador no ensino da geração z https://itape360.com.br/os-desafios-do-educador-no-ensino-da-geracao-z/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=os-desafios-do-educador-no-ensino-da-geracao-z https://itape360.com.br/os-desafios-do-educador-no-ensino-da-geracao-z/#respond Thu, 29 Aug 2024 21:00:52 +0000 https://itape360.com.br/?p=1273 Por: Fabio Campos Vivemos numa época do imediatismo, na era mais avançada da tecnologia de todos os tempos, tudo num ritmo frenético e alucinante.  O mundo está praticamente na palma das mãos, sob nossos olhos, mentes e domínios, através de...

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Por: Fabio Campos

Vivemos numa época do imediatismo, na era mais avançada da tecnologia de todos os tempos, tudo num ritmo frenético e alucinante.  O mundo está praticamente na palma das mãos, sob nossos olhos, mentes e domínios, através de modernos smartphones.

Estas tecnologias que vieram para facilitar ao mesmo tempo gerou um imenso desafio imenso para educadores e professores de um modo geral.

Trabalho com comunicação (rádio, tv, jornal, mídias digitais) há praticamente 30 anos, tive o “privilégio” de acompanhar a transição da fase analógica para a digital e todas as facilidades que ele proporciona na minha profissão.

Neste ano de 2024 comecei um nova e desafiadora jornada na minha vida profissional, comecei a lecionar as disciplinas de Inglês e Língua Portuguesa na rede estadual de ensino do Estado de São Paulo.

Confesso que ao adentrar pela primeira vez numa sala de aula (embora goste de me comunicar) senti calafrios na “espinha” e me gerou a tão famosa ansiedade, no momento que fui ministrar aulas para a chamada Z que vem do inglês Zoomers (nascidas a partir de 1995 não conhecem o mundo antes das tecnologias), mas apesar de não ser uma tarefa fácil, fui me adaptando aos poucos e entendendo este “mundo” estas mentes.

No meu tempo não existiam estes aparatos eletrônicos era tudo feito a mão com pesquisas em bibliotecas ou nas caríssimas Barsas que só as famílias de classe alta possuíam nos seus lares.

Com o advento das plataformas digitais tudo pode ser pesquisado num clique através do Google, tudo está lá e muito mais…

Mas será que a maioria dos estudantes sabem usar esta poderosa ferramenta adequadamente, eis a questão se nesta mesma tela existem outras plataformas como Tik Tok e jogos online que se tornam atrativas.

Por experiência própria eu que eu constato no dia a dia escolar, é que infelizmente uma grande parte dos estudantes estão viciados nestes aplicativos que não agregam na educação das crianças e adolescentes, pelo contrário…

Um dos grandes desafios que nós professores enfrentamos é o uso de celulares em sala de aula, é muito difícil de controlar e fazer com que prestem o mínimo de atenção nas aulas. No meu ponto de vista o governo deveria adotar uma lei que pelo menos em sala de aula o uso dos aparelhos fosse proibido como foi promulgada no Rio de Janeiro com ótimos resultados.

Mas o maior problema e a causa dos baixos resultados na educação no meu ponto de vista, se deve a aplicação da chamada progressão continuada durante o governo do Mário Covas nos anos 90, a partir daí não se pode reprovar os alunos mais, com isso muitos sabendo que não serão reprovados praticamente não estudaram mais e o desinteresse nas aulas diminuíram bruscamente

Enfim, ser educador é desafiador, é difícil nos tempos atuais, mas como um sacerdócio enfrentamos com afinco e com muito carinho e amor.

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