sete de setembro → Itapê360° https://itape360.com.br Itapê360: A Notícia Completa de Itapetininga e Região Fique por dentro de tudo o que acontece em Itapetininga e região com notícias atualizadas, análises e coberturas completas. O Itapê360 traz informações sobre política, economia, cultura, esportes e muito mais, com o compromisso de oferecer uma visão ampla e acessível para todos. Sat, 07 Sep 2024 13:40:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 https://itape360.com.br/wp-content/uploads/2024/08/cropped-Inserir-um-titulo-410-x-164-px-Logotipo-32x32.png sete de setembro → Itapê360° https://itape360.com.br 32 32 A Independência do Brasil muito além do Sete de Setembro https://itape360.com.br/a-independencia-do-brasil-muito-alem-do-sete-de-setembro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-independencia-do-brasil-muito-alem-do-sete-de-setembro https://itape360.com.br/a-independencia-do-brasil-muito-alem-do-sete-de-setembro/#respond Sat, 07 Sep 2024 13:40:21 +0000 https://itape360.com.br/?p=1401 O Sete de Setembro é  conhecido como o marco da independência do Brasil, quando Dom Pedro I proclamou a separação do país de Portugal em 1822. No entanto, conforme discutido pelo historiador O Parla, que promove atividades culturais e visitas...

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O Sete de Setembro é  conhecido como o marco da independência do Brasil, quando Dom Pedro I proclamou a separação do país de Portugal em 1822. No entanto, conforme discutido pelo historiador O Parla, que promove atividades culturais e visitas guiadas a importantes museus de São Paulo, a data é apenas um fragmento de um processo complexo e multifacetado. Em entrevista, Hildon Vital de Melo, filósofo e especialista em história, destaca que a independência vai muito além dessa data simbólica, sendo composta por movimentos e contextos históricos que envolvem outras regiões do Brasil, como a Bahia.

Segundo Melo, um exemplo  é o 2 de julho de 1823, data que marca a retirada das últimas tropas portuguesas da Bahia, simbolizando o fim do domínio colonial naquela região. “A independência não pode ser vista apenas como um evento único no Sete de Setembro, mas como uma série de insurreições que ocorreram em diferentes partes do país, como a Revolução Pernambucana de 1817 e a Inconfidência Mineira, movimentos que já contestavam o poder de Portugal”, afirma o historiador. Ele defende que o conceito de independência deve ser plural, refletindo as diversas lutas por liberdade e autonomia que surgiram em diferentes contextos e regiões do Brasil.

Na entrevista, o filósofo também explora a complexidade das figuras históricas associadas à independência, com destaque para Dom Pedro I. “A imagem que temos de Dom Pedro I é polifônica, moldada por diferentes perspectivas e interpretações ao longo da história. Após a proclamação da República, por exemplo, ele foi retratado de maneira crítica, como um monarca atrasado e violento”, explica. Ele ressalta, no entanto, que Dom Pedro desempenhou um papel importante no processo, embora a construção de sua imagem tenha sido influenciada por várias correntes políticas.

Sobre as representações da independência, Melo menciona o famoso quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, exposto no Museu do Ipiranga. Essa obra de arte, que retrata Dom Pedro em um cavalo imponente ao lado de suas tropas nas margens do Rio Ipiranga, é uma idealização épica do momento. “Pedro Américo tinha plena consciência de que estava criando uma imagem simbólica da pátria e da independência brasileira”, comenta, ressaltando que o próprio pintor se incluiu na obra, algo comum entre artistas da época.

Contudo, a realidade do Sete de Setembro de 1822 era bem diferente da grandiosidade mostrada no quadro. De acordo com o historiador Laurentino Gomes, Dom Pedro não estava montado em um cavalo majestoso, mas em uma simples mula, vestindo roupas civis e não trajes militares. Além disso, ele sofria com uma forte indisposição gastrointestinal, que o obrigou a interromper a viagem diversas vezes. “Se pudéssemos voltar àquele dia, a simplicidade da cena nos surpreenderia. São Paulo, naquela época, era uma província pobre e sem o brilho de outras regiões mais prósperas, como Rio de Janeiro, Recife ou Salvador”, afirma o filósofo.

Quando a independência é vista sob o prisma da Bahia, a narrativa ganha um tom de heroísmo e resistência. Melo destaca figuras femininas importantes, como a freira Joana Angélica, que tentou impedir a invasão de soldados portugueses no convento da Lapa, e Maria Quitéria, uma mulher que se disfarçou de homem para lutar nas batalhas de independência. “A história dessas mulheres é muitas vezes esquecida, mas elas foram fundamentais nas lutas que ocorreram na Bahia”, observa.

O filósofo também aponta o impacto de movimentos populares, como a participação de negros, indígenas e voluntários na Bahia, que lutaram contra as forças coloniais sem contar com o suporte de um exército brasileiro formal. “O exército brasileiro não era uma força regular até o fim do processo de independência. Foi o esforço desses grupos que garantiu a vitória no Norte e Nordeste”, comenta. Essas contribuições voluntárias ajudaram a consolidar o processo de independência em outras regiões.

Outro ponto relevante  é o legado da independência brasileira. “Embora o Brasil tenha rompido com Portugal, a independência não resultou em uma ruptura completa com o sistema de poder que sustentava o país”, argumenta Melo. Diferente de outras nações da América Latina, que aboliram a escravidão e se tornaram repúblicas, o Brasil manteve a monarquia e a escravidão até o final do século XIX. “A manutenção da escravidão é uma das cicatrizes mais profundas desse período. A independência brasileira, de certo modo, serviu para perpetuar o domínio das elites agrárias e manter o sistema escravocrata”, reflete.

Para o filósofo, a história da independência do Brasil precisa ser revisitada e discutida a partir de múltiplos pontos de vista. “É uma história rica e cheia de nuances, que vai muito além do Grito do Ipiranga”, conclui. Através  de suas atividades educacionais, ele busca justamente ampliar esse debate, convidando o público a refletir sobre o que significa, de fato, ser independente.

 

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Museu do Ipiranga oferece programação especial e gratuita no dia 7 de setembro https://itape360.com.br/museu-do-ipiranga-oferece-programacao-especial-e-gratuita-no-dia-7-de-setembro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=museu-do-ipiranga-oferece-programacao-especial-e-gratuita-no-dia-7-de-setembro https://itape360.com.br/museu-do-ipiranga-oferece-programacao-especial-e-gratuita-no-dia-7-de-setembro/#respond Fri, 06 Sep 2024 15:00:45 +0000 https://itape360.com.br/?p=1390 Além de ser o Dia da Independência, 7 de setembro também é aniversário do Museu do Ipiranga e o tradicional evento Museu em Festa comemora a data com uma programação variada para públicos de todas as idades. No sábado, das...

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Além de ser o Dia da Independência, 7 de setembro também é aniversário do Museu do Ipiranga e o tradicional evento Museu em Festa comemora a data com uma programação variada para públicos de todas as idades. No sábado, das 9h às 18h, no Jardim Francês, acontecem diversas atividades, com músicas, passeios, intervenções e oficinas, tudo com entrada gratuita.

Há também visitas guiadas às exposições de longa duração Uma História do Brasil, Para Entender o Museu e Passados Imaginados, e também à pintura Independência ou Morte!, de Pedro Américo, incluindo horários em Libras (9h30, 11h30, 13h30 e 15h30). A visitação é das 9h às 18h, mediante ingressos distribuídos na bilheteria a partir das 9h, com direito a quiz com o público da fila. Veja a programação completa neste link.

A programação traz desde saraus e batalhas de rima com MCs, apresentações musicais com o Quinteto de Metais do Instituto Baccarelli e Coralusp, contação de histórias e oficinas com apoio do Sesc Ipiranga; roteiros guiados ao Parque da Independência, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo, e até uma intervenção Saí Bem na Foto?, oferecimento da Shell, em que os visitantes serão fotografados em um estúdio fotográfico do século 19.

Algumas das atividades terão recursos de acessibilidade, com recursos de audiodescrição e intérprete de Libras. Além disso, é só trazer uma garrafinha que a Sabesp vai oferecer gratuitamente água potável ao público durante todo o evento.

Evento Museu em Festa • 2024
Dia 7 de setembro, das 9h às 18h
Visitação gratuita ao Museu do Ipiranga
Das 9h às 18h, com ingressos distribuídos a partir das 9h, sujeitos a disponibilidade

Atividade com recursos de acessibilidade para a comunidade surda e empréstimo de audioguias, com recursos de audiodescrição e videolibras (vídeo com legendas e intérprete de Libras).
Visita às exposições de longa duração Uma História do Brasil, Para Entender o Museu e Passados Imaginados
Independência ou Morte!
9h30 às 17h – Salão Nobre do Museu do Ipiranga

Visitas mediadas em Libras às 9h30, 11h30, 13h30 e 15h30
Mediação no Salão Nobre a respeito da pintura Independência ou Morte!, de Pedro Américo.
Coralusp
9h30 às 10h30 – na escadaria da esplanada

Atividade com audiodescrição ao vivo e intérprete de Libras, com oferecimento da Shell
Criado em 1967, pelo Maestro Benito Juarez e José Luiz Visconti, engloba 12 grupos e três oficinas sob a direção de sete regentes com mais de 650 coralistas. O grupo vai apresentar um repertório com clássicos da música popular brasileira, como Aquarela, João e Maria, Mas que Nada, Maluco Beleza e País Tropical.
Batalha de Rima
11h30 às 12h30 – intervenção

MCs se desafiam em uma competição de rimas improvisadas ritmada com batidas do Rap.
Com Brasirima, em parceria com a Shell
Sarau
14h às 15h – intervenção
Uma celebração da arte em vários formatos: música, poesia e artes visuais. Focado na realidade da periferia, o sarau utiliza o rap e a MPB para expressar a luta pelo direito a uma vida digna, apresentando obras próprias e inspirações de artistas periféricos. Com o Coletivo Perafatividade, em parceria com a Shell

Quinteto de Metais
17h às 18h – música
O Quinteto de Metais do Instituto Baccarelli apresenta ao público uma seleção de peças que vão do clássico ao contemporâneo.
Com o Instituto Baccarelli, em parceria com a Shell

Poemas do Guarda-Chuva
10h30 às 11h | 11h30 às 12h | 12h30 às 13h – intervenção no Jardim
Dois artistas interagem com o público com um baú cheio de surpresas e um guarda-chuva que escorre poemas.
Com a Cia. Suno, em parceria com o Sesc Ipiranga

Caminhada para Reconhecer a Vegetação
11h às 12h | 15h às 16h – vivência no jardim
Por meio de observações botânicas, os participantes terão informações como o nome, características, curiosidades e cultivo das plantas presentes no jardim do Museu do Ipiranga.
Com Assucena Tupiasu, em parceria com o Sesc Ipiranga

Jardim Francês: terraço Nazaré
Jogos e vivências educativas
Das 10h às 17h – vivência
Atividade com recursos de acessibilidade para a comunidade surda
Jogos e materiais de mediação, relacionados às temáticas do acervo do Museu do Ipiranga.
Com a equipe de Educação do Museu do Ipiranga

Saí Bem na Foto?
10h às 17h – intervenção
Os visitantes poderão vivenciar a experiência de ser fotografado em um estúdio fotográfico do século 19.
A atividade é um oferecimento da Shell

Sapatos Trocados
10h30 às 11h – contação de histórias
Atividade sobre a importância de se adaptar e ser feliz com o que somos e com o que a vida nos traz.
Com Cia Makunaicontos, em parceria com o Sesc Ipiranga

A Boca da Noite
11h às 11h30 – contação de histórias
Atividade que conta um pouco da história, da infância, da família e da cultura do povo wapichana.
Com Cia Makunaicontos, em parceria com o Sesc Ipiranga

Impressões Botânicas em Gelatina
11h às 11h45 | 14h30 às 15h15 – oficina
Atividade com impressões gráficas de folhas de árvores do bairro Ipiranga.
Com educadores de Tecnologias e Artes, em parceria com o Sesc Ipiranga

Pequenos Cadernos Botânicos
11h45 às 12h30 | 15h15 às 16h – oficina
Os participantes criarão um pequeno livro-sanfona com estampas botânicas e composições elaboradas com carimbos oferecidos durante a oficina.
Com educadores de Tecnologias e Artes, em parceria com o Sesc Ipiranga

O Macaco e a Lua
12h às 12h45 – contação de histórias
A palhaça Sarita Jurupoca e o palhaço João Pimentão utilizam recursos de reprises clássicas circenses, acrobacias, música e ludicidade para reviverem essa história, que conta de forma mítica como surgiram os tambores na África.
Com Ateliê Moitará, em parceria com o Sesc Ipiranga

Ateliê Serigráfico: Árvores Paulistas
12h às 15h – oficina
A atividade convida o público a explorar a técnica da serigrafia e imprimir sua própria gravura, a sugestão é usar imagens de árvores e folhas que pertencem ao bioma do Estado de São Paulo.
Com Quiosco Cultural, em parceria com o Sesc Ipiranga

Jogos Cadernos e Carimbos
12h30 às 13h15 | 16h às 16h45 – oficina
Os participantes são iniciados em técnicas de encadernação e convidados a ativar os cadernos em dinâmicas que envolvem desenhos e carimbos.
Com educadores de Tecnologias e Artes, em parceria com o Sesc Ipiranga

No Pé do Baobá
13h às 16h – contação de histórias
As abayomis brincantes: Ayo, Luedji, Fayola, Dandara e Ayana guardam segredos e mitos! Com um baú, repleto de obras escritas por autoras e autores afro-brasileiros, essas bonecas retornam ao Brasil após uma jornada pelo continente africano.
Com Cia Abayomis Brincante, em parceria com o Sesc Ipiranga

Vivência em Malabares
13h às 17h – vivência
O público é incentivado a experimentar o malabarismo e outras técnicas circenses.
Com Irmãos Becker, em parceria com o Sesc Ipiranga

Corpo em Movimento – Somos feitos de Samba
16h às 17h – aula aberta
Vivências de samba ensinarão passos básicos, manobras e sequências para iniciantes e praticantes, usando o método MP, que é gradual e acessível a todos os níveis de habilidade.
Com Marcus Prado e equipe, em parceria com o Sesc Ipiranga

Vai de Roteiro
10h às 17h – passeios mediados
Roteiros de visitação mediada ao Parque da Independência em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo.

Jardim Francês: terraço Xavier
Autômatos para brincar
10h às 13h – oficina
Experiência lúdica de criação de brinquedos e reinvenção de objetos do cotidiano com palitos de sorvete, papel e tinta.
Com Bruno Perê, em parceria com o Sesc Ipiranga

Brincadeiras e Dinâmicas Rítmicas
10h às 13h – vivência
Brincadeiras infantis inspiradas nos cacuriás. O público é convidado a tocar e dançar enquanto o grupo embala o ritmo com cantos e instrumentos musicais.
Com Macamba N´Goma, em parceria com o Sesc Ipiranga

Estamparia Artesanal com Adinkras
10h às 11h30 | 11h30 às 13h – oficina
Um diálogo sobre os significados e origens dos símbolos conhecidos como Adinkras, com experimentação da técnica de block printing em suportes têxteis.
Com Coletivo Iê Cultural, em parceria com o Sesc Ipiranga

Cartografias Afetivas
14h às 17h – oficina
Criação de desenhos a partir da observação de diferentes elementos no espaço (pessoas, plantas, animais, construções), em diálogo com memórias pessoais e coletivas.
Com Carla Caffé, em parceria com o Sesc Ipiranga

Fanzinando Ideias: Produção Criativa em Fanzine
14h30 às 17h – oficina
Oficina de fanzine, orientada a partir de reflexões sobre a história e o potencial dessa linguagem para expressão, ativismo, crítica e mobilização social e política pelos sujeitos.
Com Roger BeatJesus, em parceria com o Sesc Ipiranga

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